Prosa Poética de Constança Lucas
Vale de lágrimas

Quando as lágrimas são entregues na morada errada, depois voltam para nós em sarcasmos vaidosos
 Acordados os nossos olhos não param de se perguntarem as razões de tanto sal derramado, certamente é porque o coração está torto e sem memória.
Isso de memória é tão esquisito, cada um tem a sua e cada um conta a sua. Como se o mundo fosse assim cheio de pequenos nichos sem contágio.
As lágrimas são assim um espécie de termómetro ritmado com os corações moles. Cada lágrima canta sua tristeza, sua alegria, mas sempre canta sentida, umas vezes dói o peito, outras a barriga
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