Prosa Poética de Constança Lucas

Sem palavras, faço de conta que as vejo e canto, nestes silêncios longos, sinto-lhes os paladares do que não foi dito mas poderia ser sentido a léguas de distância. Perto das palavras mudas e sem olhares, palavras gritam sufocadas no peito de quem não as sabe. 
Aflita invento-as e derrubo todas as minhas fronteiras para ver que estou numa concha e apenas o que oiço é o eco do oceano tão distante, como todas as sonhadoras falo sozinha.

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Prosas Poéticas