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Internos silêncios de granito

 

Algumas vezes oiço as pedras, numa conversa
cheia de murmúrios aflitos e alegrias de rosas perdidas
é como se pegasse cada pétala e as devolvesse
ao granito que com elas sonham
rompo a barreira do sono
entro na conversa das pedras
ando como elas, levada pelas correntezas
de ventos assoados de nuvens cheias de água

 

©Constança Lucas Volta ao índice de poemas