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De nunca saber

 

Ficarão abertas para sempre
as feridas incuráveis
de nunca saber o que é amar

Amar quem nos traduz
em silêncios de gestos
prontos para dar
as paisagens que tremem
dentro de nós, saem
num bosque de lobos
ávidos

Entrelaçados
nas vigílias cantantes
sem memórias

Como se as flores tropeçassem
nos nossos corpos
e assim continuar a amar

 

©Constança Lucas Volta ao índice de poemas